“É Tempo de Amoras” é uma comédia dramática sobre o ciclo da vida e o encontro entre dois universos frequentemente abordados de maneira contraposta: o da terceira idade e o infantil.

De um lado Pasqualina, 91 anos, senhora elegante, delicada, travessa e dona de um afinado senso de ironia, que torna sua vida menos dura na casa de repouso em que mora, pois não possui parentes vivos. De outro lado, Petrolina – Pety, para os amigos – menina de 8 anos de idade, decidida, sonhadora e detentora de um repertório de atividades lúdicas que torna o seu ser-no-mundo ativo e criativo.

Durante uma atividade sobre o tema “Avós”, desenvolvida na escola, Pety se ressente de ser a única menina da turma a não ter uma avó. Paralelamente, Pasqualina foge da casa de repouso para se lançar em uma aventura: tentar encontrar um antigo amor, o noivo com quem não quisera se casar na juventude.

Nessa fuga, Pasqualina e Pety se conhecem e surge uma forte amizade, preenchimento de vazios compartilhados. Pety então inicia seus planos e magias para adotar Pasqualina. A trajetória do filme é marcada por peripécias entre neta e avó junto a seus leais amigos: Tereza, 78 anos, e Zezinho, 8.

Pety e Pasqualina – dois tempos de vida, duas vozes, dois jeitos de ser tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão espelhados.

  • comédia dramática
  • filme para toda a família
  • lançamento em 2025

Na foto, a diretora Anahí Borges com a atriz Rosamaria Murtinho, quem dá vida à Pasqualina. (📸 de Marina Vancini)

NOSSO MARAVILHOSO ELENCO!

Analu e Rosamaria Murtinho (Pety e Pasqualina) 📸 de Marina Vancini

Analu e Rafael Pereira (📸 de André Jussiani)

Antonio Pitanga (📸 de Ana Pazian)

Zezé Motta (e seu aniversário de 80 anos no set) 📸 Marina Vancini

Jessica Córes e Analu (📸 de André Jussiani)

Bárbara Bruno (📸 de Marina Vancini)

Agnes Zuliani (📸 de Marina Vancini)

Luci Pereira (📸 Renato Hojda)

LUZ, CÂMERA, AÇÃO! 🎬 A EQUIPE MAIS MANEIRA!

PALAVRAS DA DIRETORA 

Este é um filme que fala sobre um mundo possível, calcado nas pessoas e nas relações verdadeiras entre elas. Um mundo protegido, no qual os afetos e a natureza são centrais.

O ponto de vista da história é duplo, porque especular: Pasqualina e Pety são os pontos opostos do ciclo da vida, a menina e a idosa, personagens semelhantes, dóceis, obcecadas, e simultaneamente capazes de sair de uma realidade concreta e estática de coisas e objetos e penetrar em um mundo mutável, fluido e rico de sentidos, que é aquele representado pela mente. Pelo sonho.

Além das protagonistas, as demais personagens, incluindo as secundárias, são concebidas com nuances e conflitos, e procurei delinear bem suas particularidades. Ou seja, são personagens que além de impulsionar a história, são capazes de gerar empatia no público. Destaco Tereza, melhor amiga de Pasqualina na casa de repouso, e Zezinho, melhor amigo da Pety. Sou apaixonada por ambos.

Com "É tempo de amoras", pretendo contribuir para sensibilizar os olhares (e reconhecer os limites) sobre o que é o ciclo da vida e a solidão do ser humano. Pretendo também experienciar o lugar do desejo e do sonho na representação de um mundo possível, onde haja beleza, leveza, melancolia, alteridade, empatia. Ainda que haja dor. Porque, afinal, há vida.

Anahí Borges